Por que a Caixa deve continuar 100% pública?

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Vereador Paulo Malerba apoia o movimento Caixa 100% Pública

 

O vereador Paulo Malerba apresentou à Câmara de Jundiaí a moção que será votada na sessão desta terça (24), na qual manifesta apoio ao movimento “Caixa 100% pública”. Abaixo, você pode conhecer o texto da moção e os motivos de seu apoio.

“Ao longo da sua história de mais de 150 anos, a Caixa Econômica Federal vem desempenhando importante papel como agente financeiro a serviço do desenvolvimento econômico e social de nosso país.

O banco experimentou seu pior momento na década de 90, deixando de financiar políticas públicas e perdendo espaço no mercado bancário do país. Em 2001, com o país imerso numa lógica neoliberal, passou por uma reestruturação com vistas à sua privatização.
Com a mudança no governo federal, a partir de 2003 o banco reverteu seu quadro de fragilização, retomando sua função pública, ampliando mecanismos de crédito, financiamento habitacional, estabelecendo-se como banco competitivo com ótimo desempenho econômico-financeiro.
Mais recentemente, ocupou papel central na implantação dos programas “Minha Casa Minha Vida”, “Bolsa Família”, “Cartão Cidadão”, e em ações de desenvolvimento urbano (especialmente nas áreas de mobilidade e saneamento) exercendo sua função como agente financeiro do Estado na implantação de políticas públicas destinadas a melhorar a qualidade de vida da população.

Estas e outras ações tiveram forte impacto no favorecimento de ações e políticas anticíclicas no contexto da recente crise mundial.
Nos últimos anos, a Caixa ampliou em muito sua presença junto a sociedade brasileira, tornando-se o 3.º maior banco do país. Em 2002 tinha 23,1 milhões de clientes que passaram, em 2014, para 75 milhões. Outro comparativo significativo é o de seu ativo, que em 2002 era de R$ 128,4 bilhões, e, em setembro de 2014 superou a marca de R$ 1 trilhão. Os repasses ao tesouro nacional, em forma de dividendos, saltaram de nulos, em 2002, a R$ 4 bilhões em 2014, tendo alcançado valor acima de R$ 7 bilhões em 2012. Por fim, a Caixa Econômica Federal como forma de viabilizar sua atuação, contratou mais de 70 mil funcionários entre 2003 e 2014, superando o número de desligamentos em quase 45 mil empregados, isto reduziu a terceirização e ajudou no aumento do número de agências que passou de 4 mil.

As recentes notícias concernentes à possibilidade de abertura do capital da Caixa na bolsa de valores colocam em risco este importante patrimônio da população brasileira, já que nesse cenário, os interesses do mercado financeiro estariam acima de sua atuação nas políticas públicas de interesse do país.

Ao deixar a empresa mais suscetível ao mercado financeiro e à perspectiva do lucro dos acionistas, a abertura de capital se insere na lógica da privatização, colocando em risco sua existência enquanto banco público e vulnerabilizando seus funcionários. Por isso, somamos esforços com diversas entidades sindicais e associações de empregados em defesa do papel público do banco.

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