Descaminhos da educação

É de conhecimento geral que a educação no Brasil tem muitos problemas. Em nosso estado, particularmente no âmbito estadual, que é responsável do ensino do 5° ao 9° ano do ensino fundamental e do 1° ao 3° do ensino médio, a situação é muito precária em diversas unidades.

A estrutura física das escolas é inadequada, com diversos problemas de manutenção; faltam professores e professoras e a não há valorização dos profissionais de educação. Quem se dedica ao ensino no país sofre com a realidade diária. Por outro lado, numa sociedade estruturalmente desigual e violenta, são diversos alunos com problemas familiares, econômicos, ou mesmo problemas de saúde que impedem um acompanhamento adequado das aulas. Há, sim, alunos violentos, com os quais precisa se trabalhar instrumentos psicopedagógicos corretos.

Os problemas transitam entre casas, ruas e escolas. Avançar no sentido de qualificar a educação no país é uma necessidade e um esforço que envolve todas esferas de governo, engajamento da sociedade civil, dos pais e mães, dos profissionais. Causa indignação observar setores da sociedade, sem qualquer conhecimento da realidade da educação, sem vivência nas escolas e sem diálogo com os profissionais que a constroem todos os dias, culpando os professores e buscando criar mecanismos de constrangimento sobre eles.

A ideia de “escola sem partido” pode atrair alguns pelo nome, ao vincular os espaços das escolas à campanha eleitoral e partidária. Nada mais falso: o objetivo é criar um clima de perseguição ideológica, culpar os professores pelos problemas da educação e implantar uma visão conservadora que impossibilite o debate e a formação do aluno por meio da convivência com a diversidade de pensar. Aliás, isso já foi feito, durante a ditadura, em que professores foram presos e exilados e o currículo das escolas era a defesa incondicional do militarismo, do governo e o impedimento de se discutir a realidade do país.

Esse clima de suspeição sobre os professores, tidos como irresponsáveis, é absurdo: típico de quem não se preocupa com a educação e pouco sabe das dificuldades da sala de aula. Lamentável os defensores dessa escola sem partido, como o MBL e outros fundamentalistas, fugirem do debate dos grandes temas da educação e buscarem por meio de subterfúgios, distorções e manipulações, perseguirem profissionais. Já foi comprovado que o MBL foi financiado por partidos políticos como o PMDB, PSDB, SD e DEM, além de centrais sindicais como a Força Sindical. Não é um debate sério dessa gente. Fiquemos atentos.

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