Entrevista completa de Paulo Malerba ao portal Jundiaí Agora

JA – Jundiaí Agora; PM – Paulo Malerba

JA – Por que o PT escolheu você como pré-candidato à Prefeitura? E o que o Partido dos Trabalhadores tem a oferecer para a cidade?

PM – Meu nome foi cogitado pelo partido, ainda não há nada em definitivo. Podemos oferecer uma gestão focada no social, na geração de empregos, na prioridade para a saúde e educação públicas, no olhar que deve integrar Jundiaí e garantir que a cidade seja melhor para todas as pessoas, nas diferentes regiões.

JA – Já tem vice definido(a)? Pode divulgar o nome ou o perfil que procura?

PM – Ainda é uma fase inicial. Estamos dialogando com outros partidos de esquerda e centro-esquerda porque entendemos que é importante uma união nesse momento.

JA – Pedro Bigardi poderá ser candidato pelo PDT. Alguma chance de compor com ele?

PM – Não conversamos sobre nenhum nome específico. Eu defendo que a esquerda precisa se unir por um projeto comum, que tenha como objetivo lutar por uma cidade mais justa e inclusiva.

JA – hoje, a esquerda local está articulada ou Não?

PM – A esquerda ainda não está articulada em Jundiaí, mas acredito que seja possível avançar e se unir por um projeto.

JA – Depois de tudo o que ocorreu com o partido nos últimos anos, quais são as suas reais chances de chegar ao 8º andar do Paço no dia 1o de janeiro?

PM – A sociedade ainda não está discutindo as eleições. O tema está restrito aos agentes políticos. Quem entra em uma disputa busca sempre ser vencer, essa deve ser a visão do partido.

JA – Como a legenda vai trabalhar estas questões já que os adversários certamente vão explorar o impeachment de Dilma, prisão de Lula, delações, desvios de dinheiro?

PM – Os adversários sempre vão usar a narrativa que lhes é conveniente. Sabemos disso e temos condições de debater qualquer tema, não existe dificuldade. Acredito que o saldo dos governos do PT foi muito positivo. Os erros devem ser corrigidos. Não compactuamos com nada errado, nem com injustiças.

JA – Quantos candidatos a vereadores terão? Quantos pretendem eleger?

PM – Vamos lançar uma chapa completa. O partido tem trabalhado para isso. Com exceção da última eleição, que teve um cenário muito atípico e desfavorável, o partido sempre elegeu vereadores na cidade.

JA – Como avalia a administração Luiz Fernando Machado?

PM – A administração Luiz Fernando enfrenta sérios problemas nas principais áreas. Para focar na saúde, por exemplo, a espera por consultas continua demorada, as pessoas não conseguem ser atendidas por médicos especialistas, a fila de espera por cirurgias é grande. Apesar do esforço de marketing, a população percebe essa realidade. Além disso, a questão do transporte e do trânsito é outro problema notório. Deve-se considerar que o governo não construiu habitação popular; na educação a fila para creches é bem extensa. É uma gestão sem marcas positivas fortes.

JA – Como analisa a saída de Ricardo Benassi da disputa? Afeta o PT de alguma forma?

PM – O Ricardo iria contribuir para o debate político na cidade. Seria bom tê-lo na disputa.

JA – A coronel Carla vem sendo sondada por vários partidos. Na avaliação de vocês, ela é uma novidade política que deve ser temida?

PM – Ainda não saberia avaliar. Vamos acompanhar como avança o cenário.

JA – O vereador Gustavo Martinelli poderá ser candidato também. Hoje ele é PSDB e, para lançar seu nome terá de deixar o partido. Este racha pode ajudar o PT?

PM – O Gustavo, se confirmada sua candidatura, terá um espaço importante para trabalhar e disputar o eleitorado do Luiz Fernando. Ele pode ocupar, inclusive, a lacuna deixada pela ausência do Ricardo Benassi. Eu o vejo como um candidato competitivo, sobretudo, no público de direita e centro-direita.

JA – Dr. Pacheco, vice do atual prefeito, também é pré-candidato. O prefeito diz que não se trata de uma traição. É legítimo Pacheco se candidatar, segundo Machado. O que acha desta situação?

PM – Também considero legítima. O Pacheco tinha um compromisso com o prefeito nas eleições 2016 e para a gestão entre 2017 e 2020. É natural ele buscar seu próprio caminho na próxima eleição.

JA – E os partidos de direita? PSL e outros(como o do presidente) deverão se beneficiar com a onda Bolsonaro que varreu o país em 2018?

PM – Essa onda tende a perder força. Tanto porque governar é diferente de fazer campanha, então o Bolsonaro tem o desgaste do cargo, devido às políticas impopulares adotadas por ele e que tiram direitos, como na reforma da previdência, o desastre na área ambiental, os despautérios na educação e em várias áreas, quanto porque ele saiu do PSL e não terá um partido pronto para disputa 2020.

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